from Turkey, with love and anger

Uma semana na Turquia: tempo para pensar (luxo), queijo fresco, azeitonas e pêssegos ao pequeno-almoço (luxo), a companhia estimulante de mais de 30 gestores culturais de 19 países diferentes (luxo), uma vila perdida no sul da Turquia dedicada ao debate intelectual e à matemática (luxo), ideias para um lado e para o outro, planos para o futuro (luxo), festas doidas na piscina (luxo). Mas também: matar os escaravelhos no quarto, antes de dormir, imaginar a Turquia sem o palhaço do Erdogan, ouvir as histórias difíceis de ouvir dos artistas censurados e atirados para fora do sistema, trabalhar com 42 graus, ver na cara de colegas refugiados sírios o tamanho da estupidez europeia. Voltar à terrinha (voar pela Lufthansa, claro está, geopolítica oblige), e lá para a meia-noite, talvez, chegar ao Porto, um milhão de escalas depois.

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A week in Turkey: time to think (luxury), fresh cheese, olives and peaches for breakfast (luxury), the stimulating company of more than 30 cultural managers from 19 different countries (luxury), a lost village in Southern Turkey dedicated to intelectual debate and mathematics (luxury), ideas back and forth, plans for the future (luxury), pool parties (luxury). But also: killing scarabs in the bedroom, before sleep, imagining Turkey without  clown Erdogan, listening to hard stories about artists the system either ignores or censors, working under 42 degrees Celsius, seeing in the faces of Syrian refugees just how stupid Europe is. Going back to little Portugal (flying with Lufthansa, of course, geopolitics oblige) and, maybe around midnight or so, arriving to Porto, a million airport stops later.13413759_10210537723546212_7271771513408717037_n